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Minutos Essenciais




No caminho com Maiakovski

"Tu sabes.

Conheces melhor do que eu a velha história.

Na primeira noite, eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem; pisam nas flores, matam nosso cão,

E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz.

E conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer mais nada.” Eduardo Alves da Costa

Literatura Independente

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Indice Analítico
Ausência
Acontece sempre no verão!
Carta para Ele - Retro-Cesso
Dias de uma Mulher com Planos!
Dilemas
Cinema Mudo
Dilemas II
Como Adestrar Seu Homem em 21 dias!
Aloha!!!
Justificações


Sumário
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Setembro 2009


Epílogo e Dedicatória


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E no final desta estrada

Você Passa a Acreditar

Eu vi Peter Pan!!

O Monstro do Armário Existe!!!

E somente o Homem de Lata

Pode indicar o caminho de volta

Para a LY ce ao mundo de Trakkinas

Cada pessoa tem uma

definição de encontro

a minha sempre esteve
Na perdição...

by Ly

domingo, 13 de setembro de 2009
Ausência



E quem será o infiel que sente saudades?


Resposta ao comentário


Sei que tenho construído uma vida quieta onde continuo gostando de palavras engraçadas
Usando palavras inexplicáveis para dizer o que sinto
Mas penso que consegui salvar o meu potencial de tragédia
Apesar da minha natureza inquieta eu nunca perdi a mania de achar que lagartixas dão sorte
E que em tudo há significados estranhos.
As vezes penso que minha história criou raízes em cercas de quintais, que começou de uma maneira inexata , ventando num domingo ou num dia qualquer saindo de mim sem querer
E a ausência é parte de quem pode partir e não olhar para trás....
Até que dividamos o mesmo sótão , o por acaso, a essência , o que nos resta e o que nos cerca
Fica fácil voltar ao passado...
Ausência - Vinicius de Morais

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces...
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto...
No entanto a tua presen ça é qualquer coisa, como a luz e a vida...
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto...
E em minha voz, a tua voz...
Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado...
Quero s ó que surjas em mim como a fé nos desesperados...
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada...
Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado...
Eu deixarei...Tu irás e encostarás tua face em outra face...
Teus dedos enla çarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada...
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu...
porque eu fui o grande íntimo da noite...
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa...
Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.
E todas as lamenta ções do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas,
ser ão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Enquanto isso na sala de costura
Beto,

Eu ainda leio o que você me escreve, mas nunca consigo te responder, tudo resumidamente volta.
Virei quase uma santista, fui até conhecer a empresa de Santos e perguntei pra Helo, você conhece o Beto?. Te conto depois...
Não dá pra ser muito precisa por aqui pois tenho me protegido mais, da exploração da minha vida, dos meus passos.
Minha vida virou uma coisa meio incontrolável e maluca, quase nem mais falo português, virei escrava high tech do petróleo.
Estou escrevendo a novela como nunca terminar um TCC e meus amigos reclamam demais do meu sumiço.
Agora ganhei até uma secretária do lar, vulgo Rai, graças a ela estou podendo escrever.
Me escreve no e-mail que te respondo lymachado2@gmail.com
NEQTA mto mesmo.
Ly





domingo, 10 de fevereiro de 2008
Acontece sempre no verão!


Eu fiz um post enorme contanto coisas. Mas quem tem uma platéia como a minha precisa de silêncio para dizer tudo.



Verão de 89, agosto, calor intenso, lua cheia, uma moto para e ela escuta:


-Pare por favor, me deixa te conhecer. Tem um show do Ira, vamos?


Ela pensa como a violência é próxima da insanidade. Ele cheira a mangueira da gasolina.


-A gasolina está acabando, não vou conseguir te seguir muito tempo....estou indo abastecer....para por favor!!!


-Ela para. Eles se conhecem e constroem anos de história, se separam, sem jamais se esquecerem.


Dezoito anos depois, uma tarde de fevereiro, calor, verão, uma festa do sorvete, ele aparece. Não que ele houvesse desaparecido, todos os anos ele a procurava nas festas da cidade. Hoje ele criou coragem e foi até o portão da casa dela....ele quer recomeço, ela tem medo, ele vontade, ela já não sabe.....mas a curiosidade de saber o que ele aprendeu enquanto esteve perdido é tão imensa, relembrar os sinais, o jeito, o sorriso....que vontade de arriscar....mas e se o passageiro querer ficar?. Eu não estou mais no tempo das controvérsias, já sei brincar de amores imperfeitos com briquedos que sabem falar.....ela sabe que ele vai voltar....talvez por isso esteja tão próxima de perder o rumo.





Tarja Preta:




A medida que ando minha vida passa diante de meus olhos
E quando penso que o fim se aproxima não me arrependo
Guarde minha alma, pois ela está prestes a voar.
(Iron Maiden, pena que ela não toca em motéis....é quase um hino)



//A primeira vez que coloquei esta música pra tocar ele me disse: Lentinha ela né?.

Minutos depois......um grito de horror na cozinha.......

Tarja dele: -MEU DEUS!!! ME ENVOLVI COM UMA ROQUEIRA, que arranha!!!!!!!.





Carta para Ele - Retro-Cesso


Boresta: (aquele que não faz nada, sem nenhuma atribuição).

Essa é uma história real entre um homem e uma menina, qualquer coisa que disserem sobre ela não será ficção....apenas vontade de ter estado lá...


Sempre tive reservas de ideologia em meio ao caos, ao sexo sem religião
Como quem procura demônios secundários, por outros pontos da cidade em que existe escuridão.
Naquela tarde eu não pensava, não media, não tinha idade e tão menos filosofia
Era fácil aceitar o convite e ver a platéia durante o ato. Janela aberta, morro alto e muitos homens vendo me resumir em orgasmos, orgias, durante a sua performance. Tudo durava minutos, quinze, vinte, talvez.
Chiclé, pirulito, cerveja e camisinha, nós dois.
O risco de enlouquecer nesta geração é menor, quando o tempo passa a loucura é providencial ao que chamam de atitude.
O disfarce pra sair era sempre a toalha vermelha que cobria o rosto, mas jamais havia vergonha. Era o chamado da proteção.

No portão havia senhores de idade, que contavam as mulheres, outros aguardavam pra usar o leito e muitos só queriam assistir, corriam para o morro, ver do alto, o que não se pode tocar, quando o inferno tem anjos em forma de mulher, myself.
Quando se tem um homem mais velho, perdemos a noção de segurança e sentimos o mito da imortalidade ao redor.
O vento é pressagio, é toque, é violência.
E neste tempo não há nada melhor que manter a história, o conto, do que matá-lo durante a realidade, revival no sense.
Depois de tantos anos já inauguramos motéis, faróis, mudamos o nosso combustível, somos faíscas da mesma bomba, que incendeiam em pontos diferentes da cidade.
E por tudo isso amo o passado pelo que ele é, porque você estava lá. Sobretudo amo o futuro, nele cabem orgasmos em camas diferentes, e escolho as direções da pista e onde dançar, só quero é tirar os véus da sanidade.
Sonho em ser salva pelo dragão, pelo mal, pelo que ainda não conheci. E você pode não estar lá quando a dança acabar.


//mas você é um bicho pequeno sem vergonha que escorre entre os dedos se esconde entre as dobras do lençol e morre de uma morte tão fingida, que é muito fácil chorar por você. É muito simples// (trecho de B.L.)





segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Dias de uma Mulher com Planos!


Ser mulher é pior do que ser lavrador — tem tanta coisa para cuidar na plantação e na colheita: depilar pernas com cera, raspar axilas, tirar sobrancelhas, passar pedra-pomes nos pés, esfoliar e hidratar a pele, tirar os cravos, pintar a raiz dos cabelos, completar o desenho das pestanas, lixar as unhas, massagear a celulite, exercitar os músculos da barriga. A coisa é tão complexa que basta você esquecer durante uns dias e lá se vai a plantação. Às vezes penso como eu ficaria se deixasse tudo por conta da natureza — barba comprida, bigode de pontas viradas, sombrancelhas grossas, rosto igual a um cemitério, cheio de células mortas, espinhas na pele, unhas longas como as de Mortícia Adams, cega como um morcego sem minhas lentes de contato, o corpo flácido balançando. Argh, argh. É de espantar que as garotas sejam inseguras? (O diário de Bridge Jones)



//Em resposta ao Cineasta que diz que ter muitos planos pode ser altamente perigoso, kkkkk..//


As pessoas prendem o pássaro na gaiola, por quê? Simples, para vê-lo cantar, não se bastam com o som, ninguém se importa com a liberdade deles. Apenas estão em busca do seu próprio prazer e da sua realização.
Descobri nesse último ano que posso escrever outras coisas sem perder as pessoas que eu aprecio a companhia....pessoas que mudam a minha vida, minha maneira de ver o mundo, algo mais simplista.
Então eu nem tenho como agradecer o carinho, a atenção, os mimos , e em especial para:

Egos de Sophia
By Sophia




E o Selo que ganhei do Blog Sentimentos em Letras

Vou fazer algo diferente, o Selo que recebi da Sophia, eu repasso para o Sentimentos em Letras. E o que recebi do Sentimentos em Letras eu repasso para a Sophia.
Contudo, se alguém quiser, não passe vontade....Ah! E ambos pro meu bonitinho....ui lá em casa, que tem seios.....Thiago Kuerques, Homero meu dedo já tá doendo....Dri pra vc tb, se bem que seus seios são de verdade né?, kkkk....

Falando nisso.......Mocinhooooooooooo, 15 dias, Prometo que é só mais 15 dias!!!!
(Rolando de rir, alguém mais quer ir?, Ele vai pagar sorvete pra todo mundo, kkkkkkkkk)



Canto minha vida com orgulho

Na minha vida tudo acontece

Mas quanto mais a gente rala, mais a gente cresce

Hoje estou feliz porque eu sonhei com você

E amanhã posso chorar por não poder te ver

A vida me ensinou a nunca desistir

Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir

Podem me tirar tudo que tenho

Só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz

pra quem eu amo

E eu sou feliz e canto e o universo é uma canção e

eu vou que vou

História, nossas histórias

Dias de luta, dias de glória

Eu procurei a vida inteira por alguém como você

Por isso eu canto a minha vida com orgulho

Com melodia, alegria e barulho

Eu sou feliz e rodo pelo mundo

Sou correria mas também sou vagabundo

Mas hoje dou valor de verdade pra minha saúde,

pra minha liberdade

Que bom te encontrar nessa cidade

Esse brilho intenso me lembra você

História, nossas histórias

Dias de luta, dias de glória

Hoje estou feliz, acordei com o pé direito

E vou fazer de novo, vou fazer muito bem feito

Sintonia, telepatia, comunicação






sábado, 26 de janeiro de 2008
Dilemas






Sou uma mulher perplexa diante do mundo
Que floresce dilemas em plena madrugada
Sugiro investigação
Sou uma mulher no cio que tem ar imune aos vícios da santidade
Eu cultuo a cidade enquanto bebo café.
Acredito no surrealismo com a mesma verdade com que aprecio a lua, deitada sobre o cimento frio e você como cobertor.
Se da morte não fujo, na diversão vou além, acredito no poder do agora
Embora essa minha perplexidade permita exageros, conflitos, motins, alucinações.
Eu moro na cidade, aqui rasgo é roupa.
Improviso idéias, sigo minha natureza, cumpro rituais
Na cidade as muralhas são invisíveis, inquietantemente silenciosas
Decidi não mudar o mundo, a cidade
Eu mudo.
Estado civil, plataformas, posições, tatuagens, Maktub e o destino
E deixo para trás o mundo, perplexo diante da mulher que teimo em ser

Tarja Preta:


//Se os seus bichos entendessem os meus grilos, teríamos um mundo animal//





Cinema Mudo


Nós éramos inéditos, sem programação em dia de estréia
Deu um medo avançar pelas paredes do proibido.
Usava roupa de zona, sul, norte, direções cardinais
Eu tenho em mim o espanto, o susto
Ele já trazia a rebeldia
Do lado fora corriam as apostas no bilhar
Quando se tem paixão percorrendo as veias
Fica fácil abrir qualquer porteira, qualquer cinto e suas fivelas
Ultrapassar vagas noções de santidade e cutucar o oco, do pau, do animal

Dependia de uma paciência, de sufocar gritos, examinar, fazer sentido, aquela coisa linear
Porque a estréia era assim, cortina cinza, no asfalto, durante a multidão
Enquanto a gente perdia o rumo, arranhava a pele, lambia o chão, mordia os dedos
Havia silêncio, ele acontecia e sabia dos inocentes demônios compulsivos, que ousávamos cultuar.





Dilemas II


Tem horas que a minha tentação é casta, de tão sábia que a minha natureza se apresenta.
Queria contar os meus dilemas.
E de que adiantaria?
No fundo acredito que todas as mulheres são feitas do mesmo material
Que sangram a cada mês como forma de ter esperança de que tudo é transitório
Um veneno lento que se dissipa dentro da humanidade enquanto ela acontece.
Nelas cabem orgasmos, delírios, aventuras, rock, inveja e atenuantes
A maternidade e a matéria de outro ser.
A mulher tem ciclo próprio, guerras frias, segredos de estado,
Ela explode sem questionar os feridos, os inocentes.
Ela é a única que vai ao inferno de mãos dadas com os anjos.
E de que adiantam os dilemas que temos nas horas em que a lógica nem consegue dominar a emoção?.
Vivemos tentando provar que podemos nos mover, justificando o simples prazer. Em guerra santa carrego soldados que desconhecem o sexo, o vício e os dilemas.
Temo que toda essa transitoriedade seja resumida, breve,
Parte por ser mulher, que vive em partes, numa sociedade mediocrimente patriarcal.
Todo o resto são dilemas que não saem da cama em dia de feriado.





Como Adestrar Seu Homem em 21 dias!
O livro baseia-se nas técnicas dos adestradores de cães, para o adestramento de um ser chamado homem. Não sei se as técnicas funcionam, mas é extremamente engraçado.










quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Aloha!!!




Eu tô um susto de saudade!!!!. Também to um susto de tanto projeto pessoal que caminha mais veloz do que rabo de cometa. Anda parecendo passeata em véspera de feriado, todo mundo preocupado em pegar logo a estrada.
Mas eu vim colocar minhas palavras ao vento, sem muito compromisso de conceitos de beleza.
Algumas coisas saíram dos trilhos, pra pegar atalhos pro futuro, outras já se realizaram sozinhas e o ano está inteiro e parece que o tempo converge em grandezas e espaços.
Ah! To maluca pra saber as novidades, os beijos com sabor de novo, as reclamações dos pangarés, as azarações dos garanhões e os dilemas das mocinhas.
Só pra simplificar e tornar melhor de ler, pra tirar as lentes e os pudores....Tô por aqui!!!


//Desejos vulgares são para pessoas, as especiais uivam e gemem em arte própria, nem pecado ou fantasia, só cumprir o que a natureza propõe//A todo tempo, é tempo de ter tempo pro tempo que teima em se tornar terminologia, de um tempo que só quer conflitos pacíficos com o relógio, o biológio em terra nuclear.





Justificações


Sumi pra jogar a poeira no mar, as cinzas no vento
Cutucar a inquietude e mudar os rituais
E desapareço em mágicas da estratégia
Aquela coisa que explode e nos repõe
Pela maioria do que somos
Eu caio muitas vezes no mundo
Pra estirpar esse vício de notícia
Que buscam os desiguais
Um sumiço atento, absolutamente estranho
Pra cortar é preciso exatidão, punhal afiado e coragem no coração
Nem quero resolver o mundo, o egoísmo é excêntrico pelo próprio pensamento
Conhecendo o provisório, o que me cabe é combustível
O clímax e o ápice que antecede e concede o fruto
Que só comendo se conhece o avesso.
Particulares conspirações de quem conhece o porre e a ressaca
Que pra sumir nem é preciso desaparecer, só estar calada.

//Até para viver com plenitude é necessário pequenos recessos//





Amores Orgânicos




Foto: Corps Circuit




As vezes é uma violência o que chamamos de amor
Que o silêncio aparece só no quarto do vizinho
Será que só os animais se prometem e se permitem realizar o débil, o estrago passageiro, o sem intenção.
Da dor que perseguimos enquanto vago em planetas, aqueço cometas em órbitas clandestinas
Sou separatista, o que não me consome, vai além.
Que essa fera que mora em mim e às vezes te habita e não sabe como exigir, nunca encontre o juízo e o meio termo.
Essa coisa estranha que corre pro banheiro pra ver o roxo, o sangue que escorre dos lábios que há muito não sorria assim.
Será que alguém no planeta acredita em amores orgânicos ao ponto de reter a pele, o sangue e o suor nos dedos?
Quem conhece o tecido no qual se move, a pele que transforma, que conhece o jogo, tem a sensação de privilégio.





Interrupção




Foto: Norblancbis


//Em mim muitas vezes mora a desocupada, a tardia e a rebelde. Quem corre sob abismos e celas sempre está a um passo de voar //
**São as escalas, as extensões, as fraquezas expostas ao vento que norteiam a maré
Um acúmulo de bobagens, temperaturas, oscilações. Que nascem junto com a existência e perdem a noção do bem que fazia ou o mal que remexia **
Ela permuta e se encerra com o mesmo toque que promete as palavras. Flutua para os porões e os esconderijos que guardam os pensamentos, as lembranças e os desejos. Um delito.
O ponto onde há o holocausto e o dia seguinte, eu os chamo de sobrevivência aos escombros pessoais.
No fundo e no escuro é difícil escrever com palavras que brincam de frágeis, voláteis e dissimuladas. No claro também. Quando o seu claro não é diferente do de ninguém.
A gente borra o papel sem aroma de café. E as palavras nuas, prontas para serem usadas, masturbadas à meia luz e incrivelmente perfeitas me lembram que entre o cio e a cópula há vãos que nem palavrão preenche. Sujeito indefinido, oculto, obscuro, figuras de linguagem.
E elas fogem, se estragam, envelhecem e se perdem enquanto ouço bater, acho que a vida poderia esperar o confronto, o entendimento, o ponto final das idéias para só então se permitir interromper. Ouço alguém me chamar sempre, quando ainda não era hora.